É comum que os pacientes com sintomas urinários posterguem as consultas ao Urologista, por desconhecimento ou ausência de informações adequadas e até mesmo pelo receio que possam estar acometidos do câncer de próstata. Contudo, é oportuno ressaltar que os sintomas urinários não são exclusivamente de câncer, existem outras doenças relacionada a próstata e outras que acometem o sistema urinário causando idênticos sintomas, como a prostatite e o aumento prostático (hiperplasia prostática benigna).

O câncer propriamente dito, geralmente só apresenta sintomas em estágios mais avançados, nos outros não casos os exames serão com o intuito de detectar qualquer alteração precocemente para que então se obtenha um tratamento com maiores chances de sucesso.

É importante ressaltar que normalmente os sintomas ocorrem em decorrência do aumento da próstata, o que é natural em todo homem e que hoje, normalmente, em 80% dos pacientes é tratado via medicamentos. Por sua vez, o câncer de próstata em muitos casos é detectado, mas não é ele o responsável pelos sintomas que levou o indivíduo a buscar o atendimento.

Quanto aos sintomas de doenças da próstata incluem diminuição do jato, sensação de bexiga cheia, sensação de esvaziamento urinário incompleto, necessidade de acordar muitas vezes à noite para urinar ou urinar seguidamente, algumas vezes as queixas incluem a parte sexual, como perda da ereção e perda da libido.

Ainda é comum que muitos pacientes procurem o Urologista por questões relacionadas a dor ao urinar ou sangramento na urina. Em casos mais avançados já é possível o surgimento de sintomas mais obstrutivos, necessitando do uso de sonda para a saída da urina.

Vale ressaltar que quanto maior a idade do indivíduo, maior risco de apresentar sintomas ou até de ser diagnosticado com câncer. Estima-se hoje que no Brasil ocorram 68 mil novos casos a cada ano, vindo a óbito em decorrência do câncer de próstata uma pessoa a cada 60 minutos, o que, portanto, reforça que não tratamos do câncer de próstata como uma doença rara, mas sim algo que acontece frequentemente e os casos de óbito possuem intensa relação com o diagnóstico tardio em razão da demora do indivíduo em buscar realizar rotineiramente os exames.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico é iniciado através do exame de toque e também do exame de sangue (PSA) e além disso, é feito uma investigação do histórico familiar e dos hábitos de vida do paciente. Sabe-se que o homem que apresente na família, seja de origem paterna ou materna, histórico de câncer de próstata tem uma maior probabilidade de também desenvolvê-lo.

Dessa forma, em razão de tantas variáveis, torna-se cada vez mais importante e necessário que o homem realize regularmente sua consulta com médico Urologista e faça os exames de toque e PSA necessários na busca de monitorar uma condição de vida mais saudável ou detectar de forma precoce qualquer alteração na próstata a fim de possibilitar o imediato tratamento.

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Dr. Eduardo Gröhs

Urologia e Medicina Sexual Masculina
CREMERS 23362 | RQE 15244

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