Sabe-se que o diabetes é uma condição metabólica que pode trazer diversos processos degenerativos e inflamatórios, afetando tanto a parte vascular quanto a neurológica do organismo. A ereção, por sua vez, depende de diversos fatores, incluindo estímulos hormonais, neurogênicos e uma capacidade vascular em perfeito funcionamento.

Os pacientes com diabetes frequentemente possuem problemas vasculares, o que pode comprometer o fluxo sanguíneo para diversos órgãos, não apenas o coração, os olhos, mas também a região responsável pela ereção. Quando pacientes buscam ajuda urológica com queixas de disfunção erétil ou problemas de potência sexual, muitas vezes descobrimos que esse comprometimento vascular não se limita apenas à função sexual, mas é um problema sistêmico, uma vez que as artérias estão comprometidas em seu fluxo sanguíneo, afetando diversos órgãos-alvo.

No caso do diabetes, após o estímulo hormonal, ocorre uma liberação de neurotransmissores pelo sistema neurológico, resultando na dilatação dos vasos sanguíneos, permitindo um maior influxo de sangue para os corpos cavernosos, processo essencial para a ereção. Entretanto, nos pacientes diabéticos, tanto o sistema neurogênico quanto o vascular frequentemente apresentam comprometimentos devido a alterações inflamatórias e degenerativas.

Essas alterações podem resultar em problemas de ereção que variam desde disfunção erétil até casos mais graves que requerem tratamentos como medicamentos orais ou, em alguns casos, injeções. No entanto, em vários casos de diabetes, a condição pode evoluir para a necessidade de implantação de prótese peniana.

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Dr. Eduardo Gröhs

Urologia e Medicina Sexual Masculina
CREMERS 23362 | RQE 15244

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